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Saturday, 29 March 2008
Portugal












portugal,meu pais de oiro



e no fogo e na agua
se encontra a tua alma
meu pais de tons doirados
e azuis flutuantes
rodeando o voo das gaivotas,
ah o teu mar
essas tuas praias ondulantes
os sorrisos de meninos brincando
nas areias e o sol
da memoria colectiva
de um povo que espera ainda
o tal amanhecer
que permaneça eterno
sobre as sombras,
meu pais de viagens e caminhos
meu pais de esperanças e revoltas
onde tudo começa
e recomeça
numa viva roda de oiro
numa língua secreta
onde talvez deus se encontre
no significado
de uma palavra eterna.
no teu nome.

~~~//~~~

meu portugal de todas as cores
pais onde cabem as memorias
de igrejas pequeninas
e maiores
asas rápidas e negras de andorinhas


~~~//~~~



nas tuas praias em tardes
de outono
corre-se insensatamente
a luz é coada pelo azul e o ouro
e a vida é toda nossa única
singular
atravessa o horizonte
a eterna esperança
com gaivotas por cima
e peixes embaixo
e as rosas em qualquer ponto do mundo,
nas tuas praias
em tardes solitarias
em que só companheiros de vento
aparecem,és magia
és verde profundo
e depois as dunas que ainda vivem
alguns cumes de longas hastes
ondulantes
ah se o tempo nao fosse nunca mais
e tudo pudesse ficar assim

o meu país a luz e o oiro,
o verde soberano
e as rosas,
as rosas num qualquer ponto do mundo


pais de marinheiros e varinas
de cafés de poetas e artistas
letras douradas em poemas e suores
nas arcadas
murmúrios e poesia,

meu portugal de sempre
sitio dourado a beira de um oceano
viajado em naus de vida
sangue dores
beijado sempre pelo fado eterno
cantas e sofres
o teu sorriso e triste
uma pétala de rosa toca o teu rosto
onde uma lágrima transparente brilha
e nessa lágrima sublime sublimas tudo.

~~~//~~~


iluminou-se o mundo quando nasceste
em gloria e dor
desenvolveste a dança
teus passos deixaram nas areias marca eterna
quando acordas é o futuro que cantas

pais doirado onde tocam guitarras
o sumo das cerejas
tocando labios, encerra todos os segredos
luz e sombras
patria de viva alma meu esplendor
es a criança que sorri iluminando as almas

em ti se descobre o mundo inteiro
em ti se dobra o cabo da esperança
no fogo e no sangue se encontra o que te anima
nosso coraçao es chama eterna


és sabor a sal e a ceu
a abertura
para todos os sonhos
delirios de movimento e adeus
rasgando os horizontes do futuro
as penas
os anseios
as vitorias
tudo se adivinha em ti
tudo em ti nasce
es uvas e mosto
es larangeiras, sol
em ti o som e a alma

portugal




 



Posted by mariahenriques2005 at 12:46 PM EDT
Updated: Saturday, 29 March 2008 12:53 PM EDT
Wednesday, 28 September 2005
Mania de Escritor














Ele tinha uma mania.
Era a mania da escrita.As vezes levava dias a procura de historias de todo o tipo para depois levar dias a reeinventa-las todas a sua maneira de escritor ignorado mas esperan?oso.
A mulher dizia-lhe todos os dias que parasse de sonhar.Que escritores ja havia aoa kilos e que o que era preciso era ir ele ao trabalho , a ver se arranjava dinheiro para se pagarem as contas que ela se fartava de trabalhar ;que aquilo assim nao dava.
Ele de facto nao dava ouvidos a alrazoada constante e
sofredora da mulher.
Pelo contrario ,quanto mais ela se queixava mais a ele lhe apetecia afogar a tristeza matrimonial na escrita.
Para nao a ouvir entupiu os ouvidos em algodao.
A vida passou a ser mais silenciosa .
Continuou a procura das historias para reconstruir e dedicou-lhes ainda mais tempo.Para alem disso tinha arranjado um ajudante ,o que muito o entusiasmava
Um dia ,estando ele a escrever a maquina, aconteceu incendiar-se a casa ao lado.
Completamente embrenheado na escrita, nao deu por nada.
E continuou a nao dar por nada muito embora as sirenes dos bombeiros apitassem desenfreadamente.

A mulher testemunhou mais tarde que apesar de ter gritado ate nao mais poder nao tinha conseguido que ele lhe abrisse a porta ;chorosa disse nao compreender o que havia acontecido.

Quanto aos bombeiros disseram ter encontrado o cadaver completamente irreconhecivel ainda agarrado a uma maquina de escrever.
Quanto ao que quer que ele estivesse a escrever ,nada se tinha encontrado.Depreendiam que os papeis se houvessenm queimado no incendio e por isso desaparecido.

Alguns anos mais tarde,estando a viuva a ler um jornal diario viu com grande espanto a fotografia do premio nobel desse ano.Era tal e qual o seu falecido.
Estupefacta viu que o homem presente naquela fotografia ,para alem ser a cara chapada do seu marido,tinha o mesmo sinal na face esquerda.
A vida tinha coisas daquelas,suspirou.O destino,o destino.
Que pena ele ter aquela mania dos romances.Foi a morte dele,pensou.
E levantando-se foi preparar o jantar.

A kilometros de distancia ele,sorrindo pensou que a vida era realmente muito estranha.E pensar que se nao fosse o algodao,nunca teria sido premio nobel.
Gracas ao algodao pelo silencio que lhe permitira deixar de ouvir a mulher e ao vizinho do lado que decidira deixar queimar a casa enquanto o ajudava, escrevendo a maquina o texto que ele ia ditando.
Sim de facto a vida tinha coisas daquelas disse para si proprio acendendo um cigarro.

Foi a morte dele pensou.
E saiu para ir jantar com o editor.









mariahenriquescopyright?2005



Posted by mariahenriques2005 at 11:08 AM EDT
Updated: Monday, 28 November 2005 11:44 AM EST
Um historia envenenada












As vezes nao podemos esquecer-nos das coisas pequenas.
Por exemplo ,vai a gente a rua para as compras maiores e esquecemos os fosforos.Chegamos a casa ,queremos fazer o jantar e zas!..
Nada;sem os fosforos nao ha o jantar.
A loja fechada porque ja passa da hora de fecharem as lojas e la temos nos que ir jantar fora.
Raio de esquecimento ;o jantar sai-nos por um balurdio!"

-Esta era a conversa da dona Guilhermina de cada vez que se encontravam no elevador.
E de cada vez que tinha que a ouvir e aos seus interminaveis exemplos,chegava a casa ainda mais estressada e enraivecida.
Ja nao lhe chegavam as cenas do patrao e das colegas;o trabalho extra que sempre a acompanhava e ainda tinha que ouvir aquela velha histerica sempre que chegava a casa.

--" So me apetece mata-la juro!-"
E dizendo isto sentia-se sempre melhor.

Este desabafo ,ouvia-o a vizinha do lado.
Solitaria e metedi?a adorava colar o ouvidinho lesto a parede para se deliciar com as novidades da casa ao lado.As vezes com um bocadinho de mais sorte la conseguia ouvir o que acontecia sempre que o namorado da sua vizinha fazia uma visitinha de paixao.Ah isso e que eram dias felizes!..
Os que nao tem, precisam da alegria dos que tem tudo -gostava da dizer.

E verdade que a velha dona Guilhermina era o diabo em pessoa.Adorava a imposi?ao das suas ideas e adorava ver a expressao da vizinhan?a que lhe caia na garra verbal e imparavel sem que pudessem defender-se .Sim porque efectivamente ninguem ali era capaz de a mandar calar.As pessoas tem muito medo da opiniao alheia e para se defenderem dela sao capazes de suportar as maiores prova?oes.
E a verdade e que toda a gente do predio odiava a velha surdamente.Portanto aquele desabafo ouvido na casa ao lado nem era novo ,nem era nada que ela propria nao dissesse de vez em quando.Mas ouvi-lo na boca de alguem que nao se sabia ouvido dava-lhe um prazer excepcional.

E na manha seguinte partilhou o que ouvira com a dona da padaria.A dona da padaria que era metida a escrita nas horas vagas gravava tudo o que ela lhe contava na esperanca de aquilo lhe servisse para a historia que um dia havia de publicar e os dias corriam assim

Por qualquer acidente ou desgra?a quis o destino que a dona Guilhermina falecesse um mes e tal depois .
Toda a gente no predio se juntou na casa da senhora para partilhar o desgosto da familia que sofrera tambem ela o desgaste da companhia e do mesmo terrorismo verbal.Todos menos a tal vizinha do apartamento do lado que se ausentara havia dias sem que niguem soubesse onde estaria.

Quando finalmente ela regressou a casa suspirou com alivio.
Que bom poder subir o elevador sem a historia dos foforos e a cara daquela velha horrorosa a envenenar-lhe o espirito!...
E sorrindo preparou-se para um banho regenerador.
O namorado olhava- deliciado.
-" Boa ;as ferias fizeram-te bem e um prazer voltar a ver-te de novo...

A vizinha do lado encostou ainda mais a orelha a parede.O que ouvia deixara-a tremula e ao mesmo tempo entusiasmada!
Que historia para contar la na padaria.
Afinal aquilo da dona Guilhermina nao tinha sido um acidente...Quem havia de dizer que aqueles dois eram capazes de tal proeza!...


No apartamento do lado o jovem casal come?ara a abrir o cofre.
La dentro,para alem de umas velhas cartas,possivelmente do tempo em que a dona Guilhermina ainda nao falava de fosforos ,estavam centenas de notas de 500.
Uma pequena fortuna acumulava-se no pequeno cofre que ela havia retirado da casa da velha senhora .
Depois de a ver cair com um ataque de cora?ao provocado pelo cha que lhe levara naquela tarde ,um dia antes de ir para ferias.

Olhando o namorado disse-

" Querido ,es mesmo um genio.Aquele veneno que arranjaste nao deixou mesmo nenhum vestigio.
Ela ja foi enterreada e ninguem deu por isso.Podemos finalmente pensar no destino que vamos dar ao dinheiro.
E pensar que afinal a velha era rica!
Se nao tivesse decidido cala-la de vez nunca tinha descoberto esta fortuna!

Na casa ao lado; de ouvido encostado a parede, a vizinha comecava a pensar que um chazinho de cidreira seria o ideal.Foi para a cozinha e de caminho telefonou para a amiga da padaria.
Que tinha uma historia fabulosa sobre a vizinha do lado disse-lhe e que havia de passar por la mais tarde.

Alguns dias depois foi a festa de casamento.
Ela e o namorado olhavam-se sorrindo no meio dos convidados.
Sorrindo ficaram na fotografia.
O dinheiro da dona Guilhermina tinha sido muito bem empregue.Para tras; ficara a vizinha.No chao proximo do corpo um chavena .
De facto aquele veneno que ele arranjara era muito eficaz.
Sorrindo ela disse-lhe:
"-Querido es um genio;ela nem sequer percebeu o que lhe aconteceu.Na verdade foi uma optima ideia alugares aquele apartamento.Assim demos fim as duas e em problemas.Sim porque nao sei como e que aquela idiota pode pensar que no nao sabiamos que ela escutava as nosss conversas,aqueles pareds sao tao finas.
Ele ha gente muito distraida.
E rindo encaminharam-se para a limousine que os iria levar ao aviao.

Dentro da limousine a dona da padaria aguardava a chegada dos dois pombinhos.Na mao o gravador com a historia contada pela sua amiga.

Com um sorriso maquiavelico, o chefe da policia disfar?ado de motorista aguardava tambem....








mariahenriquescopyright?2005









Posted by mariahenriques2005 at 10:15 AM EDT
Updated: Monday, 28 November 2005 11:45 AM EST
Uma historia de terror














~~MARIO HENRIQUE LEIRIA~~





As visitas demoravam mais do que ela esperava.
Sentada na salinha exigua via desesperada todas as virtualhas desaparecem rapidamente.
Todas as poupancas dos ultimos meses desvaneciam-se por entre as goelas de gente que nao conhecia.
Que faria quando aquele pesadelo terminasse?
Que iria acontecer-lhe quando finalmente o paizinho fosse a enterrar naquele cemiterio de aldeia perdido no meio do vale?...

Era como um mau sonho tudo aquilo.Pensar que poderia ter ficado em lisboa;naquela casa daquela senhora tao boa.Com um ordenado fixo e tao pouco trabalho ,que lhe teria dado para abandonar tao boas condicoes e vir tratar do paizinho....


Sim ;devia ter enlouquecido sem dar por isso.E agora que faria ali perdida no meio daquela gente ,naquela aldeia pequenina onde nem havia trabalho para os jovens quanto mais para uma mulher de meia idade e para mais feia ,como ela.
Sem dar por isso suspirou longamente.Um dos homens -talvez o marido de alguma das mulheres sentadas a mesa,--aproximou-se com um sorriso compreensivo e disse-lhe:
--" Compreendo o que sente cara senhora,pois tambem eu perdi minha maezinha ha pouco tempo;fica um dor tao grande nao e?
Mas deixe nao se apoquente;esta entre amigos ,vai ver que nao se sentira desamparada na sua dor.Nos tratamos bem dos que nos pertencem.Agora vamos la ,coma qualquer coisa,para se sentir melhor.E estendendo-lhe um sandes do presunto que lhe havia custado os olhos da cara sentou-se ao lado dela com um olhar muito atento.

Aquilo foi o comeco da amizade entre os dois.O tal homem que afinal nao era casado habitava uma pequena mas bonita casita perto da dela .
Tinha sido a maezinha a deixar-lha depois de partir.Deixara a casa e mais algum dinheirito;que ela,a maezinha havia sido muito poupada toda a santa vida.

Entre conversaa na casa dela e dele a amizade foi passando a algo de mais intimo e toda a aldeia olhava com sorrisinhos simpaticos o que tomavam por uma jovem historia de amor.
Que fazia falta ver gente mais nova a recomecar a vida,que a aldeia precisava de sangue novo e que eles faziam um bonito par.

Casaram-se claro.Na igreja perdida no tal vale onde o paizinho e a maezinha habitavam depois de haverem partido.
O dia do casamento trouxera todos a luz do dia e o padre ;um homenzinho redondo de riso aberto nao podia estar mais contente.
Senhores:-dizia a alto e bom som--Que a que tempos que nao tinha a gente o prazer de uma festa de casorio hem?
Tem sido so enterros senhores;uma infelicidade.
E agora vamos a ver se ha festa de baptizado ahaha!...Proximamente; para se comerem uns bolinhos doces..

A festa fora rija,
Bailarico ,comida com fartura que o dinheiro dele podia pagar aquilo tudo e rendas e sedas que a maezinha tinha comprado,bordado e cosido ao longo da sua vida.
Tinham agora todas as razoes para serem felizes.Duas bonitas casas --a do paizinho e a da maezinha-- e como eram casados uma pensaosita para ela que fazia cescer um dinheirito mais gordo.
Tudo fazia prever uma grande felicidade.

Com o passar dos dias ela comecou a estranhar que o seu Almiro--era o nome dele--nunca se sentasse a mesa para as refeicoes.Ao principio ,talvez por causa dos ardores dos primeiros dias nao estranhara.Os horarios la em casa tinham andado meio fora de tempo.
Mas agora achava muito estranho nunca o ver comer uma refeicao .Almocava e jantava sempre so e quando lhe perguntava se ja havia comido ele respondia sempre que sim muito embora toda a comida que lhe cabia ficasse intacta.
Ele no entanto parecia nao perder nem o peso,nem o soriso feliz e ela conformou-se.

Passados uns dias encontrou o padre.
O padre estava preocupado .Durante uns anos tinha havido muito desaparecimento de ovelhas e cabras ali na aldea e toda a gente se atirara a ca?a dos lobos que se haviam visto nas imedia?oes.Toda a gente acreditava serem eles os culpados por todas aqueles desaparecimentos e rapidamente havia sido dada a morte a todos.E parecia ter aquela ca?ada ter dado resultado porque os animais tinham voltado a abundar e sem qualquer cuidaodo de maior para os seus donos.

Mas havia uns dias que mais ovelhas haviam sido encontradas mortas e ninguem sabia explicar a razao.Ja nao havia por ali qualquer animal que pudesse comer os animais;era uma coisa realmente muito estranha-Nao teria ela visto nada que pudesse ajudar?--

Ela respondeu que nao;o que era verdade e foi cada um para o seu caminho.
A noite ela contou a historia ao marido que encolhendo os ombros respondeu que nao era nada com eles.Porque nos nem temos animais --disse.

Os dias foram passando e as historias de animais mortos continuaram.
Ate ao dia em que o padre foi encontado morto no jardim da igreja.Tinha uma forquilha na maos e via-se que havia dado luta antes de morrer.Havia sangue por todo o lado.

A populacao estava aterrorizada.Que coisa seria aquela que ja nem poupava gente?...

Nesse dia ele o marido chegou a casa bem disposto e sorridente;e nem sequer sequer depois de ouvir a terrivel historia ele perdeu o sorriso.
Com os olhos brilhantes olhou-a e disse com carinhoso-
"-Olha la querida ;hoje faz um mes que nos casamos e so tens historias tristes para contar?
Esta bem ,coitado do padre ,morreu e pena ,mas isso acontece a toda a gente,nao e?
Um destes dias tambem nos iremos morrer e nada se pode fazer;mas hoje estamos vivinhos e o que vamos e fazer uma festa so para nos.
Que dizes amorzinho;comprei uns belos bifinhos la na cidade e quem vai fazer o jantar sou eu.
Sim porque estas sempre a queixar-te que nunca comemos juntos .Hoje vamos jantar os dois!

Ela ,embevecida esqueceu tudo.
O jantar estava delicioso e ele uma excelente companhia.
Afinal tinha feito muito bem em tomar conta do paizinho;tinha-lhe dado sorte porque um marido daqueles era melhor que a sorte grande.

Os dias foram passando e um novo padre chegara a aldeia.Muitos dos vizinhos haviam decidido pedir-lhe uma missa extraordinaria em memoria do que havia falecido e assim todos se reuniram na igreja.Todos menos o marido dela que fora a cidade em viagem de negocios.Que tinha que assinar umas coisa que haviam ficado da maezinha e que nao voltaria a tempo da tal missa.

Quando ela regressou a casa ele ainda nao regressara.
Cansada deitou-se e adormeceu quase imediatamente.

Acordou-a um barulho repetido embora suave.
Desceu as escadas ensonada e reparou que o barulho vinha da cave.
Aproximando-se ,viu uma tremula luz.
Ao fundo estava o marido com uma serra na mao.
Quando lhe perguntou o que fazia aquela hora da noite ele sorriu dizendo-

" Querida;estou a preparar os bifes para o almo?o;vai-te deitar que eu nao demoro nada."

Foi muito tempo depois de ter morrido toda a gente da aldea que ela reparou de onde vinham os bifes que ele lhe cozinhava.Mas por essa altura ja o habito de um bom bife em sangue tomara conta dela.
E quando ele lhe disse que vendera as duas casas,nao se importou.
Ele sabia o que fazia e ali ja nao se podia viver.
A aldea estava deserta.

Foi por essa altura que passram a habitar noutro sitio.
Uma aldeia muito maior ,proxima de um aldeamento turistico.

Os bifes ,esses passaram a ser ainda maia abundantes e suculentos.
Quanto aos vizinhos nada fazia prever que desaparecessem .O aldeamento turistico estava sempre muito povoado.Ah ,a proposito;a tal festa de nascimento estava para breve.Sim brevemente haveria sangue novo la na nova aldeia.

E eles podiam esperar viver felizes para sempre.



















mariahenriquescopyright?2005








WELCOME TO Maria Henriques ART and LOVE






The approval of the public must be avoided above all. The public must be forbidden to enter if confusion is to be avoided.//Andre Breton







WELCOME TO MARIA HENRIQUES'S BAND !
 
THE PLACE OF THE HEART
 




"
EU NAO COMO DESSE PAO!
 






~~MARIO HENRIQUE LEIRIA~~


TELEFONEMA






Telefonaram-lhe para casa e perguntaram-lhe se estava em casa.
Foi entAo que deu pelo facto. Realmente tinha morrido havia ja dezassete dias.
Por vezes as perguntas estupidas sAo de extrema utilidade.









ULTIMA TENTACaO





E entAo ela quis tenta-lo definitivamente. Olhou bem em volta, com extrema atenc?o. Mas so conseguiu encontrar uma pera pequenina e palida.
Ficaram os dois numa desesperante frustac?o.
N?o ha duvida que o Paraiso esta a tornar-se cada vez mais chato!




















Posted by mariahenriques2005 at 8:14 AM EDT
Updated: Sunday, 22 January 2006 8:02 AM EST
Tuesday, 1 January 2002
Memorias do Tempo
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Posted by mariahenriques2005 at 1:00 AM EST
Updated: Saturday, 29 March 2008 5:09 AM EDT

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Posted by mariahenriques2005 at 1:00 AM EST

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